{"id":18756,"date":"2012-10-12T15:25:40","date_gmt":"2012-10-12T15:25:40","guid":{"rendered":"https:\/\/podologia.sapo.pt\/18756.html"},"modified":"2012-10-12T15:25:40","modified_gmt":"2012-10-12T15:25:40","slug":"calcado-adequado-declive-maximo-fisiologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/calcado-adequado-declive-maximo-fisiologico\/","title":{"rendered":"Cal\u00e7ado Adequado \u2013 Declive M\u00e1ximo Fisiol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><strong>Artigo publicado na revista da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Podologia\u2019Sa\u00fade em P\u00e9\u2019 em abril 2012<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><strong>Todos os direitos reservados. N\u00e3o s\u00e3o permitidas c\u00f3pias ou pl\u00e1gio do artigo, a publica\u00e7\u00e3o de excertos ou da totalidade do artigo est\u00e1 legalmente obrigada a identificar os autores<\/strong><em>.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em><br \/><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Autores:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><br \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Joana Azevedo<sup>1<\/sup>, Jo\u00e3o Gomes<sup>2<\/sup><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Podologista Grupo Cordeiro Sa\u00fade|Respons\u00e1vel Linha Podi\u00e1trica Canal Sapo Sa\u00fade; linhapodologica@sapo.pt<\/p>\n<p><\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Engenheiro Mec\u00e2nico|Director Coordenador Opera\u00e7\u00f5es ALD Automotive Portugal|Grupo Societ\u00e9 G\u00e9n\u00e9rale<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A escolha do cal\u00e7ado adequado \u00e9 muito importante para a sa\u00fade do p\u00e9 e para o bem-estar f\u00edsico e ps\u00edquico do ser humano.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O cal\u00e7ado inadequado \u00e9 uma das principais causas de dor no p\u00e9, do restante membro inferior e coluna vertebral. \u00c9 tamb\u00e9m o principal respons\u00e1vel por diversas altera\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas e por patologias a elas associadas, como entorses e les\u00f5es, que n\u00e3o se limitam apenas ao membro inferior.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este trabalho tem como principal objectivo salientar a import\u00e2ncia da escolha de cal\u00e7ado adequado para a preserva\u00e7\u00e3o da integridade biomec\u00e2nica do p\u00e9, do membro inferior e do organismo em geral. Em complemento realizou-se um estudo para analisar a altura dos saltos e o declive dos p\u00e9s da amostra em estudo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0A elabora\u00e7\u00e3o deste trabalho centrou-se nos crit\u00e9rios e caracter\u00edsticas de selec\u00e7\u00e3o do cal\u00e7ado adequado, na identifica\u00e7\u00e3o das principais altera\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas e patologias consequentes do uso de cal\u00e7ado inadequado e na defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de selec\u00e7\u00e3o da altura do salto, especialmente no cal\u00e7ado feminino.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 do conhecimento geral que a altura do salto \u00e9 um factor de extrema import\u00e2ncia no comportamento biomec\u00e2nico do p\u00e9 em cadeia cin\u00e9tica fechada. Por outro lado, somos diariamente confrontados com uma quest\u00e3o que se torna pertinente; \u2018qual \u00e9 a altura do salto mais indicada para cada pessoa?\u2019<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 uni\u00e3o entre a biomec\u00e2nica do corpo humano da \u00e1rea da Podologia e a trigonometria, matem\u00e1tica e engenharia, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver uma tabela da varia\u00e7\u00e3o do declive em fun\u00e7\u00e3o da altura do tac\u00e3o e do comprimento do p\u00e9 e assim estabelecer um limite entre o Declive Fisiol\u00f3gico e o Declive Patol\u00f3gico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O estudo foi baseado numa amostra de 100 pacientes de sexo feminino da Consulta de Podologia da Cl\u00ednica do Estoril. O tratamento de dados estat\u00edsticos incidiu na varia\u00e7\u00e3o do declive em fun\u00e7\u00e3o da altura do salto e da faixa et\u00e1ria. Atrav\u00e9s da an\u00e1lise dos dados conclu\u00edmos que 60% da amostra estudada usa salto adequado para o seu p\u00e9 e portanto podemos concluir que a maioria da popula\u00e7\u00e3o em estudo apresenta um declive fisiol\u00f3gico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Conclu\u00edmos que o declive varia praticamente na propor\u00e7\u00e3o directa da varia\u00e7\u00e3o da altura do salto, uma vez que a m\u00e9dia do n\u00famero de cal\u00e7ado est\u00e1 compreendida num intervalo muito reduzido, entre os n\u00fameros 36 e 38, em qualquer dos escal\u00f5es et\u00e1rios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><br \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um estudo norte-americano concluiu que:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nove em cada dez mulheres usam sapatos demasiado pequenos para os seus p\u00e9s.<sup> [1]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Todos os anos a popula\u00e7\u00e3o feminina mundial perde 44 milh\u00f5es de dias de trabalho devido a dores causadas pelos saltos altos e sapatos inadequados.<sup> [1]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As mulheres t\u00eam 4 vezes mais problemas nos p\u00e9s do que os homens, devido ao cal\u00e7ado inadequado, principalmente, devido ao uso de saltos altos e frentes apertadas.<sup> [1]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A ind\u00fastria do cal\u00e7ado \u00e9 cada vez mais padronizada, o que inevitavelmente prejudica as capacidades funcionais do p\u00e9. Cada pessoa necessita de aconselhamento personalizado para o seu cal\u00e7ado.<sup> [2] <\/sup>Mesmo quem n\u00e3o tem patologia de risco ou altera\u00e7\u00f5es associadas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na hora de escolher o \u2018sapato ideal\u2019 para o dia-a-dia e principalmente para quem passa muito tempo em p\u00e9 ou tem problemas nos p\u00e9s, devemos compreender e respeitar a m\u00e1xima:\u00a0O sapato adapta-se ao p\u00e9 n\u00e3o \u00e9 o p\u00e9 que se adapta ao sapato <sup>[3]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 errado comprar um sapato que est\u00e1 justo ou um pouco apertado pensando que passado uns dias j\u00e1 alargou. <sup>[4]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O facto de ter alargado com a ajuda do p\u00e9 significa que o p\u00e9 esteve comprimido, apertado e em esfor\u00e7o dentro do sapato. O mais certo \u00e9 ter provocado dor ou inc\u00f3modo, o que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 bom. Mas o mais grave \u00e9 que certamente provocou altera\u00e7\u00f5es ou deforma\u00e7\u00f5es osteo-articulares e\/ou musculo-ligamentares que por vezes n\u00e3o s\u00e3o imediatamente vis\u00edveis, mas que no futuro podem ter consequ\u00eancias devastadoras para o p\u00e9, como os joanetes, os dedos em garra e os calos ou calosidades, entre outras.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sapatos, meias e ort\u00f3teses devem respeitar a biomec\u00e2nica do p\u00e9, favorecer e permitir o arejamento cut\u00e2neo, permitir a liberdade dos dedos, evitar o deslizamento do p\u00e9 para a frente e assegurar a sua estabilidade transversal, evitando desequil\u00edbrios e instabilidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Se pensarmos na anatomia, fisiologia e biomec\u00e2nica do p\u00e9, percebemos que o cal\u00e7ado imposto para a vida em sociedade e o caminhar sobre solos artificiais prejudicam as capacidades e propriedades biomec\u00e2nicas naturais do p\u00e9.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na realidade, um objecto est\u00e1tico como o sapato nunca pode adaptar-se na perfei\u00e7\u00e3o a um \u00f3rg\u00e3o din\u00e2mico como o p\u00e9. Isto resulta numa rela\u00e7\u00e3o de compromisso com os inevit\u00e1veis conflitos que qualquer solu\u00e7\u00e3o de compromisso acarreta.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O p\u00e9 \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o ancestral que est\u00e1 preparado para caminhar descal\u00e7o sobre terrenos irregulares e algo adapt\u00e1veis \u00e0s suas curvaturas <sup>[5]<\/sup>. Se pensarmos nesta frase, percebemos que caminhar num solo liso e est\u00e1tico como aquele que temos nas cidades e nas nossas casas n\u00e3o \u00e9 o mais adequado para a grande maioria dos p\u00e9s adultos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 por isso que os estudos sobre ergonomia e biomec\u00e2nica do p\u00e9 afirmam que: 2 a 3cm de salto \u00e9 apropriado e at\u00e9 indicado para quase todos os adultos <sup>[4]<\/sup>, uma vez que contribui para a adapta\u00e7\u00e3o do p\u00e9 ao solo artificial e nada ergon\u00f3mico dos nossos dias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 correcto afirmar que um salto entre 2 e 3cm \u00e9 sempre adequado para todas as pessoas?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para responder a esta quest\u00e3o foi elaborada uma tabela de varia\u00e7\u00e3o do declive em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero do cal\u00e7ado (comprimento do p\u00e9) e da altura do tac\u00e3o, cujos valores devem ser interpretados tendo em conta que o declive m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico \u00e9 de 10 graus<sup>[6]<\/sup>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 importante referir que a medida correspondente aos dedos (25% do comprimento total do p\u00e9) deve ser desprezada uma vez que o uso de saltos altos coloca os \u2018p\u00e9s permanentemente numa posi\u00e7\u00e3o flectida, e com os dedos esticados\u2019<sup>[7]<\/sup>, a fazer um \u00e2ngulo de 0\u2070 com o piso, como demonstra a figura abaixo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/linhapodol\/fotos\/?uid=2DSbHIjMhwSkEfCczlnv\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/c8.quickcachr.fotos.sapo.pt\/i\/B4011a24f\/13860379_rj5lz.jpeg\" alt=\"\" width=\"328\" height=\"144\" \/><\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"font-size: xx-small;\">Fonte: Cronin J, Reynolds G. A Scientific Look at the Dangers of High Heels<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em><br \/><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Crit\u00e9rios b\u00e1sicos de selec\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ado adequado:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Comprar os sapatos ao final do dia, quando o p\u00e9 est\u00e1 mais dilatado, <sup>[4]<\/sup><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Escolher o n\u00famero do sapato, atendendo ao comprimento do p\u00e9 maior <sup>[4] <\/sup>e do dedo mais comprido, que nem sempre \u00e9 o Hallux,<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Confirmar o n\u00famero do cal\u00e7ado frequentemente, pois o p\u00e9 modifica-se com o passar dos anos, <sup>[4]<\/sup> Para isso devemos experimentar o n\u00famero que pensamos ser adequado bem como o n\u00famero acima,<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Dar prefer\u00eancia ao cal\u00e7ado com velcros, fivelas, el\u00e1sticos ou atacadores que facilitam o ajustamento ou alargamento do sapato mediante as necessidades,<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Evitar costuras, principalmente a n\u00edvel digital,<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Devemos optar por marcas ou modelos de sapatos que j\u00e1 conhecemos, que tenhamos usado ou que sabemos que nos far\u00e3o sentir bem,<\/li>\n<p><\/p>\n<li>N\u00e3o devemos comprar sapatos apertados e que n\u00e3o \u2018encaixem\u2019 ou n\u00e3o se adaptem bem ao p\u00e9,<strong><\/strong><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Colocar o p\u00e9 por cima do sapato e, em p\u00e9, encaixar o calcanhar. Deve sobrar um espa\u00e7o entre os dedos \u00a0e a ponta do sapato, para que n\u00e3o fique apertado.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>O p\u00e9 dentro do sapato deve deslizar um pouco, <sup>[4]<\/sup><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Devemos experimentar o par de sapatos, caminhando um pouco na loja <sup>[4]<\/sup><strong><\/strong><\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas a ter em conta na escolha do cal\u00e7ado adequado<\/strong><sup>[4] [8]<\/sup><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li><strong>Pele natural ou couro curtido<\/strong>.<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Sola amortecedora<\/strong> (borracha\/elast\u00f3mero ou couro, mas este \u00e9 mais duro e perde-se a propriedade de amortiza\u00e7\u00e3o dos choques) e <strong>flex\u00edvel,<\/strong> mas n\u00e3o demasiado mole para evitar movimentos de tor\u00e7\u00e3o do p\u00e9.<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Frentes amplas<\/strong> que respeitem a volumetria do p\u00e9 e dos dedos, para que caibam em toda a sua amplitude e se movam dentro do sapato sem sofrerem apertos e deforma\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Contraforte no calcanhar <\/strong>que sustente o calcanhar e impe\u00e7a a instabilidade do p\u00e9 (n\u00e3o se recomenda sapatos com contraforte mole no calcanhar).<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Largura de tac\u00e3o conveniente \u2265 2cm<\/strong><\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Altura de salto conveniente entre 2 e 3cm<\/strong>. (?)<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>A instabilidade do p\u00e9 aumenta com tac\u00f5es inferiores a 2cm de largura e com altura superior a 2,5cm. Estes par\u00e2metros influenciam a estabilidade transversal do p\u00e9 e tornozelo. <sup>[3]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por norma um salto com largura superior a 2cm e altura menor que 5cm n\u00e3o prejudica a fisiologia do p\u00e9 s\u00e3o ou normal.<sup> [3]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao interpretarmos estes conceitos podemos questionar se este valor de altura de salto ser\u00e1 igual para todas as pessoas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A partir desta d\u00favida &#8211; Qual a altura m\u00e1xima de salto capaz de respeitar a fisiologia do p\u00e9 s\u00e3o? &#8211; surgiu o mote para este trabalho.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sabemos que<strong> <\/strong>o<strong> Declive M\u00e1ximo Fisiol\u00f3gico \u00e9 10\u2070 <\/strong><sup>[6]<\/sup>, de forma a n\u00e3o colocar o p\u00e9 bem como o restante membro inferior e coluna numa posi\u00e7\u00e3o que possa conduzir a altera\u00e7\u00f5es nefastas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para respeitar o declive m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico e evitar altera\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas, a altura do tac\u00e3o n\u00e3o deve exceder um valor limite, que varia em fun\u00e7\u00e3o do comprimento do p\u00e9 e pode ser encontrado utilizando a fun\u00e7\u00e3o trigonom\u00e9trica arcotangente, que define o declive em fun\u00e7\u00e3o do comprimento e da altura.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong>O salto adequado depende do declive m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico do p\u00e9 <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong>O declive \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o comprimento do p\u00e9 e a altura do tac\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Fun\u00e7\u00e3o Trigonom\u00e9trica:<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong>Declive = Arcotangente (Altura\/Comprimento) <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Nota: Ap\u00f3s obten\u00e7\u00e3o dos valores de declive em radianos, convertemos em graus (100 rad = 90\u2070)<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A partir do estudo da Inclina\u00e7\u00e3o M\u00e1xima Fisiol\u00f3gica do P\u00e9 \u2013 Declive \u2013 podem estabelecer-se valores de refer\u00eancia para a Altura M\u00e1xima Fisiol\u00f3gica do Tac\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da medida do Comprimento do P\u00e9 de cada pessoa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s desta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel criar uma tabela que estabelece o declive do sapato (em graus) em fun\u00e7\u00e3o da altura do tac\u00e3o e do comprimento do p\u00e9. Deste modo podemos estudar e dar a conhecer \u00e0 comunidade cient\u00edfica e podi\u00e1trica qual a altura do salto m\u00e1ximo fisiol\u00f3gica para cada pessoa, atendendo ao comprimento de cada p\u00e9.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><strong><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/linhapodol\/fotos\/?uid=FP8uuEIbsnUg9EA7MhGz\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/c10.quickcachr.fotos.sapo.pt\/i\/B941296ae\/13860444_NHzKH.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"317\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em><br \/><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da an\u00e1lise da tabela, percebemos que o salto m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 igual para todas as pessoas, pois depende do comprimento do p\u00e9 de cada uma.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer como crit\u00e9rio que o salto deve ser sempre inferior a 5cm (mesmo para comprimentos de p\u00e9s mais elevados).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De um modo geral podemos dizer que:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Se cal\u00e7a entre 35 e o 39 o salto m\u00e1ximo \u00e9 3,5cm<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Se cal\u00e7a entre o 40 e o 42 o salto m\u00e1ximo \u00e9 4cm<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>As medidas acima referidas correspondem \u00e0s alturas m\u00e1ximas de salto para que n\u00e3o se ultrapasse o declive m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No gr\u00e1fico abaixo podemos identificar o salto m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico para cada n\u00famero de cal\u00e7ado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/linhapodol\/fotos\/?uid=yGAD5nWi2ZW2TsDYu72q\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/c2.quickcachr.fotos.sapo.pt\/i\/Bb1123632\/13860447_5hFpS.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"221\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-small;\">Gr\u00e1fico 1: Obtemos a altura de salto m\u00e1xima em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de cal\u00e7ado para um declive de 10\u2070.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-small;\">&#8211; \u00c0 medida do comprimento total do p\u00e9 subtra\u00edmos 25% correspondente \u00e0 zona dos dedos, pois n\u00e3o \u00e9 afectada pela varia\u00e7\u00e3o do salto (declive 0\u2070).<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-small;\">&#8211; \u00c0 altura do tac\u00e3o subtraimos 0,5cm correspondente \u00e0 altura da sola do mediop\u00e9 e antep\u00e9 (\u2265 0,5cm).<strong><\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-small;\">&#8211; No caso de cal\u00e7ado com sola compensada \u00e9 necess\u00e1rio retirar o valor da compensa\u00e7\u00e3o anterior, ao valor da altura do salto.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Altera\u00e7\u00f5es Biomec\u00e2nicas Consequentes do Declive Patol\u00f3gico a n\u00edvel do Membro Superior:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A principal altera\u00e7\u00e3o de um declive do p\u00e9 superior a 10\u2070 a n\u00edvel do membro superior \u00e9 o deslocamento no sentido anterior do centro de gravidade, que leva a hiperlordose lombar. O aumento da curvatura lombar no plano sagital est\u00e1 associado a uma antevers\u00e3o da pelve.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A hiperlordose mantida origina sintomatologia dolorosa a n\u00edvel da coluna vertebral, sendo as lombalgias as mais frequentes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Altera\u00e7\u00f5es Biomec\u00e2nicas Consequentes do Declive Patol\u00f3gico a n\u00edvel do Membro Inferior:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Transfer\u00eancia de Carga para a Zona Anterior do P\u00e9<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o da Superf\u00edcie de Apoio \/ Base de Sustenta\u00e7\u00e3o<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Hiperpress\u00e3o do Antep\u00e9<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Aumento da Instabilidade da Articula\u00e7\u00e3o Tibiot\u00e1rsica<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Encurtamento do Tend\u00e3o de Aquiles e da Musculatura Posterior da Perna<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Debilidade das Estruturas Musculo-Ligamentares<\/li>\n<p><\/p>\n<li>\u2018Sobrecarga nas Articula\u00e7\u00f5es dos Joelhos\u2019<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0Segundo o Reumatologista Ant\u00f3nio Vilar \u2018\u2026Com saltos acima dos 6 cm, caminhamos sempre com os joelhos em flex\u00e3o, o que sobrecarrega a articula\u00e7\u00e3o dos joelhos\u2026\u2019<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Principais Patologias Associadas ao uso de Cal\u00e7ado Inadequado:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>HAV<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Exostoses Artc MTF (Joanetes 1\u00aa AMTF e 5\u00aa AMTF)<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Dedos em Garra<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Supra e Infradu\u00e7\u00f5es Digitais<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Hiperqueratoses, Helomas e Tilomas<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Onicocriptoses, Onic\u00f3lises<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Metatarsalgias<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Fasce\u00edtes Plantares<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Talalgias: Entesites, Bursites, S\u00edndrome Haglund<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Entorses (favorecidas pela instabilidade)<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<strong>Sinais que indicam conflito entre o p\u00e9 e o cal\u00e7ado:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Dor (metatarsalgias s\u00e3o as mais frequentes), Calor (sensa\u00e7\u00e3o de queimadura), Eritema<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Helomas, Tilomas e Hiperqueratoses<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Onic\u00f3lise, Onicocriptose, Hematomas Subungueais<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Fictenas, Hematomas Subcut\u00e2neos<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Atrofia ou Distrofia das unhas<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Deforma\u00e7\u00f5es Digitais<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Entre outras<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 de salientar que estas les\u00f5es s\u00e3o habitualmente causadas por microtraumatismos de repeti\u00e7\u00e3o e\/ou por cal\u00e7ado apertado e com salto demasiado alto. Tamb\u00e9m podem ocorrer reac\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas ao material do cal\u00e7ado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Estudo<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Materiais e M\u00e9todos:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A amostra foi constitu\u00edda por 100 pacientes do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 14 e os 92 anos de idade da Consulta de Podologia da Cl\u00ednica do Estoril.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Foram exclu\u00eddos da amostra pacientes com idade inferior a 14 anos e pacientes de sexo masculino.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es foi necess\u00e1rio o uso de uma r\u00e9gua para medir a altura do salto do cal\u00e7ado das pacientes e o comprimento dos p\u00e9s em cent\u00edmetros.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No caso de cal\u00e7ado com sola compensada \u00e9 necess\u00e1rio retirar o valor da compensa\u00e7\u00e3o anterior ao valor altura do salto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Usou-se uma Tabela de Convers\u00e3o que relaciona a medida do p\u00e9 em cent\u00edmetros com o n\u00famero de cal\u00e7ado. Para este trabalho escolheu-se a Numera\u00e7\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/linhapodol\/fotos\/?uid=MA4dnz3YYqrCWP06NAv0\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/c7.quickcachr.fotos.sapo.pt\/i\/B0f1189b1\/13860448_BEp9n.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"184\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: xx-small;\">Legenda: Tabela de convers\u00e3o Mondopoint<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Com o paciente em bipedesta\u00e7\u00e3o est\u00e1tica, mediu-se com uma r\u00e9gua calibrada em cent\u00edmetros o comprimento total do p\u00e9, desde a extremidade posterior do osso calc\u00e2neo at\u00e9 a extremidade distal da falange distal do dedo mais comprido (que nem sempre corresponde ao primeiro dedo).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da medi\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s e dos dedos dos pacientes da amostra determinou-se que cerca 25% do comprimento total do p\u00e9 corresponde \u00e0 zona digital, que se mant\u00e9m paralela ao piso.<strong><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Resultados:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/linhapodol\/fotos\/?uid=khTZfL88Fji6K2te37Eo\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/c1.quickcachr.fotos.sapo.pt\/i\/Bae11bdf3\/13860450_PG5ZT.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"158\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a class=\"saportelink\" href=\"http:\/\/fotos.sapo.pt\/linhapodol\/fotos\/?uid=KizELj1YBH0zzeu6E4nz\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/c3.quickcachr.fotos.sapo.pt\/i\/B40121b85\/13860451_Vkcvv.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"186\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise e Tratamento de Dados:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No universo estudado o declive varia entre 2\u2070 e 30\u2070, sendo a altura m\u00ednima de tac\u00e3o 1cm e m\u00e1xima de 14cm.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Conclu\u00edmos que uma vez que a varia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de cal\u00e7ado se encontra num intervalo limitado e reduzido (35 ao 40) e que por isso, n\u00e3o \u00e9 muito significativa, o factor determinante \u00e9 a altura do tac\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A altura do tac\u00e3o est\u00e1 intimamente relacionada com o declive do p\u00e9 e varia na propor\u00e7\u00e3o directa deste.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Podemos concluir que sempre que o salto \u00e9 superior a 5cm, o declive ultrapassa 10\u2070 e por isso estamos na presen\u00e7a de um declive patol\u00f3gico, o que se verificou em 40% da amostra estudada, com uma altura de salto m\u00e9dia de 7,5cm e um declive m\u00e9dio de 17,5\u2070.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As faixas et\u00e1rias de senhoras analisadas que usam maiores saltos, sujeitando o p\u00e9 a maior declive, s\u00e3o as correspondentes aos 20-30 anos e aos 50-60 anos, com uma altura de salto m\u00e9dia de 6,2cm e 7,0cm, ao que corresponde um declive m\u00e9dio de 14\u2070 e de 16\u2070, respectivamente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A percentagem da amostra que utiliza um salto fisiol\u00f3gico corresponde a 60%, com uma altura de salto m\u00e9dia de 2,7cm e um declive m\u00e9dio de 6,3\u2070.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assim, tendo em conta que devemos usar um salto que n\u00e3o esteja no limite m\u00e1ximo do desconforto para o organismo, podemos afirmar que para a maioria da popula\u00e7\u00e3o desta amostra o salto ideal varia entre os 2cm e os 4cm, dado que os n\u00fameros de cal\u00e7ado mais frequentes (77%) est\u00e3o compreendidos entre o 36 e o 38 (Numera\u00e7\u00e3o Europeia).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2026\u201cAs grandes tens\u00f5es musculares que ocorrem ao andar de saltos altos podem no limite aumentar a probabilidade de les\u00f5es por tens\u00e3o. Numa pessoa que usa saltos a maior parte da semana de trabalho, diz o Dr. Cronin, a posi\u00e7\u00e3o do p\u00e9 e da perna nos saltos torna-se a nova posi\u00e7\u00e3o por defeito para as articula\u00e7\u00f5es e estruturas internas. Qualquer altera\u00e7\u00e3o desta defini\u00e7\u00e3o de base diz, como cal\u00e7ar uns Keds ou uns Crocs, constitui um novo ambiente, que pode aumentar o risco de les\u00e3o. H\u00e1 que salientar, diz ele, que no seu estudo os volunt\u00e1rios eram bastante jovens, uma m\u00e9dia de 25 anos, o que sugere que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio usar saltos durante muito tempo, ou seja, d\u00e9cadas, at\u00e9 estas adapta\u00e7\u00f5es come\u00e7arem a acontecer. Tente, se poss\u00edvel, reduzir um pouco o cal\u00e7ado muito alto. Usar saltos altos talvez uma ou duas vezes por semana. E se isso n\u00e3o for vi\u00e1vel tente tirar os sapatos de salto sempre que poss\u00edvel, por exemplo quando est\u00e1 sentada \u00e0 secret\u00e1ria. Os sapatos continuam a ser lindos, mesmo aninhados ao lado dos seus p\u00e9s\u201d\u2026 <sup>[7]<\/sup><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nos dias de hoje a moda e o papel activo e cada vez mais importante das mulheres na vida em sociedade levam a escolhas de cal\u00e7ado que podem n\u00e3o ser as mais adequadas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao usarmos permanentemente saltos demasiado altos submetemos o nosso p\u00e9 a um declive patol\u00f3gico superior ao declive m\u00e1ximo fisiol\u00f3gico de 10\u2070. A m\u00e9dio e longo prazo isto ir\u00e1 provocar altera\u00e7\u00f5es biomec\u00e2nicas que se podem tornar irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O papel do Podologista\/Podiatra \u00e9 fundamental para orientar e influenciar os pacientes na escolha do cal\u00e7ado adequado. Desta forma podemos contribuir para minimizar os problemas dos p\u00e9s dos nossos pacientes e melhorar a sua qualidade de vida.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Se a press\u00e3o social sobre o aspecto e tipo de cal\u00e7ado \u2018aceit\u00e1vel\u2019 ou bonito para as mulheres e para a vida em sociedade mudasse, haveria muito menos problemas nos p\u00e9s!<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><strong><br \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[1] feetforlife.org. The Society of Chiropodists and Podiatrists. USA. 2009. FAQs \u2013 Feet Stats and Facts. 20\/01\/2009<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[2] Goldcher A Barouk LS. Calc\u00e9ologie M\u00e9dicale. Ver Rhum. Sppl P\u00e9dagogique. 1998; 65-5966<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[3] Goldcher A et Acker D. Peid et Higi\u00e8ne. Encycl M\u00e9d Chir. Editions Scientifiques et M\u00e9dicales. Elsevier SAS, Paris, Podologie 27-140-A-20, 1999, 4p.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[4] Viladot A y colaboradores. Quince lecciones sobre patolog\u00eda del pie, 2\u00aa Ed.. Springer-Verlag Ib\u00e9rica. Barcelona. 2000: 181-190<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[5] Massada, J. O Bipedismo no Homo Sapiens: postura recente. Nova Patologia. Lisboa: Editorial Caminho. SA. 2001<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>\u00a0[6] Barouk LS. La femme et sa Cahussure, Masson 1988: 91-106<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[7] Cronin J, Reynolds G. A Scientific Look at the Dangers of High Heels .The Journal of Applied Physiology Musculoskeletal Research Program at Griffith University. Queensland, Australia. 2011<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: xx-small;\"><em>[8] Goldcher A. Manual de Podologia. Masson 1992: 27-31<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado na revista da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Podologia\u2019Sa\u00fade em P\u00e9\u2019 em abril 2012 Todos os direitos reservados. N\u00e3o s\u00e3o permitidas c\u00f3pias ou pl\u00e1gio do artigo, a publica\u00e7\u00e3o de excertos ou da totalidade do artigo est\u00e1 legalmente obrigada a identificar os autores. Autores: Joana Azevedo1, Jo\u00e3o Gomes2 1Podologista Grupo Cordeiro Sa\u00fade|Respons\u00e1vel Linha Podi\u00e1trica Canal Sapo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[101,48,184,108,145],"tags":[],"class_list":["post-18756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-calcado","category-calcado-adequado","category-como-escolher-o-calcado","category-podologia","category-saltos-altos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gcd.pt\/projetos\/linhapodologica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}